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Postado em 18 de fevereiro de 2020 | 18:03

Atracação de navio chinês no Porto de Santos é adiada por baixa maré

A atracação do navio chinês Kota Pemimpin, prevista para esta manhã (18), foi adiada novamente. A embarcação, que tinha dois tripulantes suspeitos de terem sido infectados pelo coronavírus aguarda a alta da maré, o que deve acontecer na madrugada desta quarta-feira (19). Após a chegada à Brasil Terminal Portuário (BTP), na Alemoa, o cargueiro será inspecionado por autoridades que vão avaliar as condições de saúde da tripulação. Equipes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Grupo de Vigilância Epidemiológica (Governo do Estado) e do Departamento de Vigilância em Saúde (Devig, da Prefeitura de Santos) vão a bordo para avaliar as condições de saúde dos marítimos. Só após esta análise, as operações de carga e descarga serão liberadas no terminal.

A Anvisa, responsável pelo controle sanitário nos portos, descartou que os dois tripulantes tivessem sido contaminados pelo vírus. E ainda destacou que não há trabalhadores doentes na embarcação.

A suspeita surgiu pois o navio passou pela China, o epicentro do coronavírus, nos últimos 30 dias, e dois tripulantes, de um total de 25, ficaram doentes. Eles tiveram sintomas gripais – como tosse e dor de garganta – no caminho para o Brasil. Mas ambos já estão recuperados, segundo a autoridade sanitária.

A demora para a atracação no cais santista não tem relação com o estado de saúde dos tripulantes. Como o navio porta-contêineres está com sua carga máxima, ele precisa de uma maior profundidade no canal, caso contrário corre o risco de encalhar. Para evitar esse risco, a atracação foi cancelada devido à altura da maré, que está baixa desde a noite de segunda-feira (17).

O nível do mar na região tem estado ao menos 20 centímetros mais baixo do que o previsto. A informação é do presidente da Praticagem de São Paulo, Carlos Alberto Souza Filho.

Inspeção

Segundo o secretário de Saúde de Santos, Fábio Ferraz, todos os tripulantes da embarcação serão entrevistados pelas equipes. A ação será coordenada pela Anvisa. Caso seja constatado que um marítimo está com sintomas suspeitos de coronavírus, o navio será colocado em quarentena no Porto.

Segundo Ferraz, a remoção de tripulante para unidades de saúde só é prevista em casos críticos. Neste contexto, os infectados devem ser encaminhados, exclusivamente, aos hospitais Guilherme Álvaro, em Santos, e Emílio Ribas II, em Guarujá, ambos referência em doenças infectocontagiosas.

Fonte: A Tribuna


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