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Postado em 22 de maio de 2019 | 18:43

ALMG realiza audiência pública para apurar denúncia de desmanche de vagões no Centro-Oeste de Minas

A Comissão Extraordinária Pró-Ferrovias Mineiras da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realizou uma audiência pública para apurar uma denúncia de desmanche e sucateamento de vagões da empresa Valor Logística Integrada (VLI) no Centro-Oeste de Minas.

Conforme a ALMG, a comissão recebeu uma denúncia anônima de que a empresa estaria levando vagões de Oliveira para um pátio em Bom Sucesso, onde seria feito o desmanche. Em nota, a VLI afirmou ao G1 que o pátio ferroviário de Bom Sucesso, atualmente, sedia o descarte de ativos próprios da empresa e inservíveis para a operação ferroviária.

Participaram da audiência o gerente de Relações Institucionais da VLI Logística, Flávio Henrique Rodrigues Pereira, participará da audiência junto à um assessor da Procuradoria da República do Ministério Público Federal (MPF), representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, vereadores de Oliveira, um escritor e membros da Diretoria do Circuito Cultural Campos das Vertentes.

Conforme o site da ALMG, o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres, Mário Rodrigues Júnior, o secretário Nacional de Transportes Terrestres, Jamil Megid Júnior, e a ex-representante da Unidade Ferroviária da Superintendência Regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) em Minas Gerais, Vânia de Pádua Cardoso, também foram convidados para a audiência, mas não compareceram.

Audiência
Durante a audiência, o representante da VLI confirmou aos deputados que os vagões abandonados em Oliveira estão sendo removidos e destruídos e afirmou que os vagões foram adquiridos pela própria empresa e, portanto, não fazem parte de qualquer concessão federal. Flávio ressaltou, ainda, que todos os vagões destruídos são utilizados no transporte de calcário e, portanto, não possuem valor histórico.

Conforme o representante da empresa, a remoção dos vagões teria sido solicitada pela Prefeitura de Oliveira e pela Câmara Municipal, pois estes vagões estariam se transformando em pontos de uso de drogas e proliferação do mosquito Aedes aegypti.

A reportagem procurou a Prefeitura e a Câmara da cidade e aguarda retorno.

Fonte: G1


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