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Postado em 10 de setembro de 2019 | 18:07

Transporte aéreo de cargas tem forte expansão em Minas Gerais

Embora o transporte de cargas aéreas ainda tenha uma expressividade tímida em comparação ao modal rodoviário, que lidera a movimentação de mercadorias no Brasil, é grande o potencial e os diferenciais competitivos do segmento quando o assunto é agilidade e segurança para o transporte de encomendas dentro e fora do País. Em Minas Gerais, não seria diferente. O Estado que abriga a maior extensão de estradas no território nacional tem registrado investimentos robustos e aumento considerável no volume de cargas aéreas nos últimos anos.

A começar pelos próprios investimentos da BH Airport no principal aeroporto do Estado. Desde que assumiu a administração do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, localizado em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em 2014, até o fim deste exercício, a concessionária já terá investido R$ 24 milhões na área de cargas do terminal. As primeiras readequações do Cargo Center, concluída no início do ano, permitiram dobrar a capacidade de exportação e expandir a de importação em cerca de 40%.

E os resultados já começaram a aparecer. De acordo com o gestor de Soluções Logísticas Integradas da BH Airport, Peter Robbe, entre 2017 e 2018 foi registrado aumento de 54% no total movimentado pelo terminal entre cargas nacionais e internacionais, chegando a 40,4 mil toneladas no ano passado. Já para 2019 está prevista uma elevação de 25% e o alcance de 50,5 mil toneladas ao final deste exercício.

“É um crescimento muito interessante e que já representa os esforços e investimentos da concessionária no terminal, principalmente quando incluímos os resultados das encomendas internacionais diante da valorização do dólar”, avaliou.

Conforme o gestor, o montante investido no projeto fez parte dos quase R$ 1 bilhão aportados pela concessionária na ampliação e modernização das instalações do aeroporto, durante os primeiros anos de concessão. Além da área de cargas, os recursos foram aplicados também no novo Terminal e em melhorias como novo acesso viário, aumento do número de vagas de estacionamento, ampliação e nova configuração do pátio de aeronaves.

Após as intervenções, o terminal de cargas passou a contar com área total de 12 mil metros quadrados; armazém de carga perigosa de 300 metros quadrados; câmaras refrigeradas com capacidade total de 3.350 metros quadrados, com setup personalizado de -20°C a 25°C; 11 posições de pátio para estacionamento de aeronaves; e uma capacidade total de 30 mil toneladas por ano.

Soluções – Ainda dentro do plano estratégico da concessionária de alavancar o fluxo de cargas no aeroporto, há a implementação de novas soluções em logística para mercadorias que chegam ou saem de Minas Gerais. Para isso, Robbe explicou que a BH Airport tem firmado parceria com as companhias aéreas, com operadores logísticos e com a própria indústria, que tem aumentado o transporte de mercadorias e produtos no interior das aeronaves.

Segundo ele, para se ter uma ideia, hoje, 45% das cargas aéreas chegam em outros aeroportos e são levadas para o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte por transporte rodoviário em regime de Declaração de Trânsito Aduaneiro (DTA). Já quando considerado todo o potencial de cargas aéreas mineiras, com destino final no Estado, o número é ainda maior: 81% nem passa pelo terminal. Em valores, o potencial estimado chega a US$ 1 bilhão em exportações e US$ 2 bilhões em importações.

“Estamos fazendo um trabalho conjunto com os operadores logísticos de todas as companhias, pois existe um potencial para a movimentação de cargas a partir do terminal, onde a BH Airport busca centralizar as chegadas e saídas das cargas mineiras. Em virtude do sucateamento do equipamento observado no período anterior à concessão, muitas empresas migraram suas operações para outros aeroportos e nosso objetivo é reconquistar esses clientes”, explicou.

Atualmente, conforme o gestor, o aeroporto conta com 47 destinos, sendo quatro internacionais: Orlando, Lisboa, Buenos Aires e Cidade do Panamá. E a partir de dezembro, Fort Lauderdale, também nos Estados Unidos, se firmará como a quinta rota.

Assim, 43,6% das cargas importadas chegam dos Estados Unidos, 34,3% da Europa, 19,5% da Ásia, 1,6% da América do Sul, 0,5% da África, 0,3% da Oceania e 0,2% da América Central. Já as exportações ocorrem principalmente para os Estados Unidos e Europa.

Fonte: Diário do Comércio


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