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Postado em 14 de janeiro de 2020 | 20:30

Trabalhadores do Porto planejam ir a Brasília para levar exigências a Bolsonaro

Sindicatos de trabalhadores do Porto de Santos planejam ir a Brasília para levar reivindicações ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Os pedidos serão definidos em audiência pública na Câmara Municipal. Nesta segunda-feira (13), eles se reuniram em frente à sede da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) para chamar a atenção do chefe do Poder Executivo, que cancelou a visita prevista ao cais santista.

Bolsonaro anunciou, em uma live no Facebook, o plano de conhecer o Porto de Santos. A visita estava programada para segunda-feira (13), mas não foi realizada, já que o presidente da República adiantou a volta para Brasília, inicialmente prevista para terça-feira (14).

Na sede da Codesp, a estatal que administra o Porto de Santos, foi preparado um esquema para receber o presidente. Equipes da Guarda Portuária ficaram de prontidão até pouco antes das 10 horas, quando houve a desmobilização.

Para o presidente do Sindicato dos Empregados Terrestres em Transportes Aquaviários e Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Settaport), Francisco Nogueira, as reivindicações a serem enviadas ao Governo Federal giram em torno do aumento de oportunidades de mão de obra no cais santista. Ele diz que já conta com o apoio do Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens da Baixada Santista e Vale do Ribeira (Sindicam) e do Sindicato dos Estivadores (Sindestiva). Mas outras entidades que representam trabalhadores do setor serão contatadas.

“Diante da não vinda, a intenção é continuar mobilizados para que os sindicatos portuários unidos possam ir até Brasília, através dos deputados da região, abrir um canal de comunicação para gerar emprego na Cidade e nesse Porto”, afirmou Nogueira

Os trabalhadores também pretendem chamar atenção do governo para a perda de postos de trabalho no cais santista. Para Nogueira, a grande geradora de empregos no Porto é a carga conteinerizada, de maior valor agregado.

O sindicalista também aponta a necessidade de trazer a indústria para perto do Porto. Segundo ele, o plano é de que as cargas importadas ou exportadas não apenas passem pela Cidade e, sim, gerem riquezas aqui. “A gente se orgulha em ter o maior porto da América Latina. Mas não basta. Tem que gerar emprego e renda”.

Fonte: A Tribuna


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