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Postado em 26 de junho de 2019 | 19:30

Solo do terminal público Barão de Tefé, em Antonina, é mapeado

A empresa pública Portos do Paraná está fazendo o levantamento topográfico do terminal Público Barão de Tefé, localizado no município de Antonina. O estudo pode servir de parâmetro para empresas que futuramente tenham interesse em investir na área.

Segundo o geólogo Peterson Luiz Good, analista de projetos ambientais na Cia Ambiental, empresa que presta serviço para a Diretoria de Meio Ambiente da Portos do Paraná, esse tipo de levantamento topográfico é feito como base para obras de terraplanagem.

“Com ele é possível ter o perfil exato do terreno, se é plano, ondulado, se tem áreas que podem ter ocorrência de alagamento. Para um planejamento futuro, esse estudo pode ser utilizado como base para construção de um prédio, visto que já foi identificada uma base conhecida e precisa”, explica Good.

Os dados foram coletados a partir de um GPS RTK, equipamento de alta precisão, e posteriormente serão transformados em números que identificam a exata latitude, longitude e a altitude em relação ao nível do mar, a partir de um ponto conhecido.

“Com essa leitura traçamos um modelo digital do terreno e podemos saber qual a quantidade de material que existe, o que e quanto pode ser retirado ou colocado na região”, afirma o analista ambiental.

MEIO AMBIENTE – O levantamento topográfico da área foi feito nesta quarta-feira (26). Na mesma manhã, a equipe também efetuou o monitoramento de processos erosivos, comandado pelo gestor ambiental da Cia Ambiental, Marcelo José Müller.

“É a terceira vez que fazemos esse estudo topográfico das praias este ano. Acontece sempre a cada dois meses, quando monitoramos três pontos. Um na Ponta da Pita e dois na Praia dos Polacos”, destaca Müller.

Segundo ele, o monitoramento é feito desde dezembro de 2017 e até o momento não indica nenhuma interferência da atividade portuária, só variações naturais e sazonais do ambiente.

De acordo com a bióloga da Diretoria de Meio Ambiente da Portos do Paraná, Juliana Lopes Vendrami, esse estudo teve pontos ampliados para contemplar as atividades ambientais desenvolvidas na região do Terminal Barão de Tefé, especificamente o monitoramento do perfil praial.

“Por dever legal temos que fazer esses monitoramentos e dar um retorno para a população no que a atividade portuária vem impactando ou não a vida dela. A importância desse monitoramento específico é de transporte de sedimentos ao longo da baía. É possível saber se uma praia está perdendo sedimentos ou recebendo sedimentos”, diz Juliana.

Segundo a bióloga, até o momento foi atestada uma certa estabilidade no balanço de sedimentos, não existe perda significativa. “Caso seja detectado que existe perda de sedimentos podemos tomar medidas mitigadoras para evitar problemas futuros”, afirma.

Ainda de acordo com a analista portuária, este faz parte dos programas de monitoramentos ambientais exigidos pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) após a concessão da Licença de Operação para o Porto de Antonina.

Além do monitoramento de processos erosivos, em Antonina também são realizados os monitoramentos da qualidade do ar, de ruídos, da qualidade da água e sedimentos, além das atividades de educação ambiental e comunicação social.

Todos os dados coletados nesse e nos demais monitoramentos são públicos e estão à disposição de quem tiver interesse. Para ter acesso, é necessário fazer o pedido para a Diretoria do Meio Ambiente da Portos do Paraná, através de protocolo.

SOBRE O PORTO DE ANTONINA – O Porto de Antonina recebeu a licença de operação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) há dois anos, exatamente em 26 de junho de 2017. O documento, além de ser favorável para implantação de novos empreendimentos, certifica a segurança estrutural e ambiental do porto.

O Barão do Tefé – como é chamado o porto público de Antonina – tem área total de 273,1 mil metros quadrados e o terminal privado (TPPF) de 263,8 mil metros quadrados. Pelos dois berços da TPPF são movimentados fertilizantes (importação), açúcar em saca e farelo de soja convencional (não transgênico) para exportação.

Fonte: APPA


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