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Postado em 10 de outubro de 2017 | 18:14

Queremos fazer pontes entre os povos, diz cônsul-geral dos EUA

Fazer um intercâmbio de informações, experiências e negócios é o objetivo de James Story. O cônsul-geral dos Estados Unidos no Rio de Janeiro vem à capital capixaba para uma palestra com empresários sobre “Oportunidades Empresariais nos Estados Unidos”.

O encontro acontece no Plenário da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes). Em entrevista para A GAZETA, James contou um pouco sobre a missão comercial de empresários capixabas ao Estado americano da Carolina do Sul e como eles podem colaborar um com o outro.

Qual é o objetivo da sua vinda a Vitória?

Vou ao Estado falar com algumas empresas e levar empresários de Vitória a uma missão comercial à Carolina do Sul. Lá, iremos fazer um encontro com o governador e o secretário de Comércio do Estado. Será realizada uma série de reuniões com empresas norte-americanas que poderiam fazer parcerias com as companhias capixabas. Estou viajando porque queremos fazer pontes entre os povos, criar parcerias para negócios. Estou levando os empresários para conhecer universidades e fazer negócios com empresários de lá. Esse intercâmbio é o coração da diplomacia.

Quais são os potenciais negócios entre o Espírito Santo e as empresas americanas?

Para mim, o que interessa aos dois Estados – Espírito Santo e Carolina do Sul – é que ambos têm muita semelhança, como o tamanho e população. Também existe o fato de os dois terem portos para importação e exportação, além de indústrias. Também iremos realizar encontros com universidades para fazer parceria de educação.

A Universidade da Carolina do Sul tem uma área de pesquisa muito forte no setor marítimo. O Estado americano também fabrica barcos desportivos e o melhor local de pesca esportiva no Brasil é o Espírito Santo. Isso poderia gerar uma parceria.

Em que os Estados Unidos estão de olho no Espírito Santo?

Ambos os Estados têm portos marítimos; então queremos criar uma porta de entrada dos produtos capixabas no mercado americano – como mamão, café e frutas. Queremos criar a oportunidade de exportar barcos de pescas e outros itens fabricados para o Estado capixaba. Vamos também focar no turismo – para a economia da Carolina do Sul, ele é muito importante. Queremos passar experiências dos nossos governantes para os capixabas.

O que você acha do turismo no Brasil?

Eu acho que ele poderia crescer muito, atraindo mais pessoas e gerando empregos.

De que forma isso seria possível?

Existe uma proposta que estamos trabalhando chamada “Céus Abertos Brasil”. Ela é uma política de céus abertos entre o Brasil e os Estados Unidos, que promoverá o desenvolvimento do setor aéreo nacional – com impulso para o transporte de passageiros e de cargas –, e para o desenvolvimento da infraestrutura, incluindo o estímulo à criação de novos hubs (centros de conexões de voos) no Brasil. A proposta está no Congresso Nacional para ser aprovada.

Quais serão os benefícios da aprovação da proposta “Céus Abertos Brasil”?

Projetamos um aumento estimado do tráfego de passageiros de 47% nas rotas internacionais entre os dois países, com 5,9 milhões de passageiros a mais do que atualmente. Além disso, também esperamos uma intensificação do turismo com um aumento estimado de 1,3 milhão de pessoas visitando o Brasil por ano, geração de empregos, sendo 29,3 mil diretos e indiretos na indústria aérea brasileira, e outros 37,3 mil vagas no setor de turismo.

A crise brasileira assusta os empresários americanos?

Eu acho que para as empresas norte-americanas, o mercado brasileiro sempre foi muito atraente. Todas as semanas faço reuniões com empresas dos EUA, no escritório do consulado. Mesmo com a crise, os americanos ganharam os blocos maiores nos leilões de petróleo, por exemplo.

O Brasil tem um mercado enorme comparado a outros países e esse realmente é um mercado que as empresas têm que conservar. Como o cenário está melhorando no Brasil, os dados positivos geram outras coisas positivas. Eu posso ver um pouquinho do aumento de interesse das empresas americanas no país.

O governo Donald Trump apoia ou atrapalha esse tipo de parceria entre os países?

Faz parte do que nós sempre fizemos, procurar oportunidades comerciais, representar os interesses e gerar oportunidades entre os dois países.

Como está a questão da liberação de vistos?

Estamos abertos às pessoas que querem viajar para os EUA. Nós queremos que as pessoas se apresentem aqui no consulado para fazer os trâmites dos documento e continuamos apoiando isso. Há muitas pessoas que pensam que é muito difícil ter um visto, mas não é. O processo é muito rápido, cerca de duas semanas. Por dia, são quase 800 brasileiros pedindo visto, sendo a maioria para férias, compras ou estudos.

Quais os projetos para o Espírito Santo no próximo ano?

Eu vou levar um grupo do consulado para Vitória para falar sobre as oportunidade de comércio e estudos nos Estados Unidos.

Fonte: Gazeta Online

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