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Postado em 18 de novembro de 2019 | 19:09

Ogmo decide fechar posto de escalação nº1

O Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo) do Porto de Santos decidiu fechar, a partir do próximo dia 3, o Posto de Escalação nº 1, que fica no Saboó, na Margem Direita do complexo marítimo. Segundo a entidade, com a escala digital de portuários, o local teve uma “redução significativa no comparecimento de trabalhadores avulsos”. Os estivadores são contra a medida.

Com a decisão do Ogmo, na escala do período das 7 às 13 horas, as ofertas que são feitas no P1, na Avenida Engenheiro Antônio Alves Freire s/n°, no Saboó, passarão para o P3, que fica na Avenida Mário Covas, s/nº, na Ponta da Praia.

“Destaca-se que os meios remotos apresentam verdadeira facilidade para o trabalhador portuário avulso que pode, de onde estiver, se oferecer e ser engajado em um trabalho requisitado pelos operadores portuários do Porto de Santos, em total igualdade com quem está, eventualmente, presente no posto de escalação”, destacou o Ogmo em comunicado aos sindicatos.

Mas, segundo a entidade que representa os estivadores do Porto de Santos, a justificativa é “irreal”. Os trabalhadores acreditam que o fechamento do P1 é uma forma de forçar os estivadores a utilizarem a escala on-line, o que a categoria não concorda.

Os estivadores apontam ainda que, com o fechamento do P1, não há garantias de segurança, integridade física e higiene para todos os trabalhadores.

“O Sindestiva é contrário ao fechamento do P1 visando o bem-estar de todas as categorias e esperamos que todos os demais sindicatos também sejam, pois é a nossa obrigação zelar pela vida de todos os trabalhadores”, afirmou o presidente Rodnei Oliveira da Silva.

De acordo com o comunicado do Ogmo, a redução de presença no P1 foi relatada aos operadores portuários, em reunião realizada no início do mês. Na ocasião, foi tomada a decisão de fechamento do local.

Em nota, a entidade informou que “dos oito sindicatos registrados junto ao órgão, três utilizam o P1. Do total de trabalhadores de todas as categorias que ainda realizam a escala de forma presencial, apenas 10% utilizam o local”.

Escalação polêmica

Desde agosto, os estivadores são contra a escalação digital. Segundo a categoria, com a ferramenta eletrônica, eles são obrigados a realizar o descanso de 11 horas, o que diminui o trabalho e, consequentemente, os rendimentos.

Outro ponto levantado pela categoria são as particularidades de cada trabalhador portuário autônomo. Estivadores aposentados, com problemas de saúde ou idade mais avançada têm preferência na escalação. Pelo site ou pelo aplicativo, isto não acontece. O Ogmo nega esses apontamentos.

“Os meios remotos apresentam verdadeira facilidade para o trabalhador portuário avulso que pode, de onde estiver, se oferecer e ser engajado em um trabalho requisitado pelos operadores portuários do Porto de Santos, em total igualdade com quem está, eventualmente, presente no posto de escalação”, afirma o Ogmo em nota.

Fonte: A Tribuna


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