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Postado em 17 de fevereiro de 2020 | 18:41

Novo PDZ indica maior capacidade operacional no Porto de Santos

A adoção de novas regras para a exploração do Porto de Santos e a implantação de mais terminais vão permitir que o complexo marítimo amplie sensivelmente sua capacidade operacional. No caso dos contêineres, o aumento seria de 64,15% nos próximos dez anos e, em relação à celulose, de 46,47% até 2024.

Essas projeções integram os estudos da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária de Santos) para a elaboração do novo Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do cais santista e são apontadas como resultados das mudanças que vão ocorrer no Porto, se a próxima versão do estudo for oficializada.

O PDZ reúne as normas para a exploração das áreas de um porto, sendo elaborado como um fomentador de políticas públicas, trabalhando com as demandas do complexo (movimentação de carga com excelência, nas palavras dos técnicos da Codesp) e das cidades onde estão suas instalações.

Em Santos, o plano em vigor é o de 2006. Ele recebeu atualizações no ano passado, quando a Docas começou a desenvolver uma nova versão, que agora acabou de ser debatida pela companhia junto a setores empresariais e representantes da comunidade portuária.

Entre as propostas de mudança, está a concentração de operações de uma mesma carga em regiões determinadas (a clusterização, o que resultaria em ganhos de escala e sinergia operacional), a dedicação de berços aos terminais contíguos e, principalmente, o crescimento da utilização do modal ferroviário nas operações de granéis.

Ao apontar os resultados projetados tanto a partir dessas medidas, como dos leilões de terminais previstos para os próximos anos, os estudos do PDZ indicam um aumento na capacidade operacional do complexo. O maior índice é o calculado para o setor de contêineres, 64,15% – o cais santista pode movimentar hoje até 5,3 milhões de TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) por ano e conseguiria chegar a até 8,7 milhões de TEU anuais em 2030.

A capacidade para operar celulose saltaria de 7,1 milhões de toneladas por ano para 10,4 milhões de toneladas (46,47%) em 2024. Também foram calculadas expansões no quanto o Porto pode escoar de granéis sólidos vegetais (hoje, 69,7 milhões de toneladas/ano, chegando a 95,3 milhões de toneladas em 2030, 36,72% a mais), granéis líquidos (de 16 milhões para 22,4 milhões de toneladas anuais em 2024, uma alta de 40%) e fertilizantes (de 9,5 milhões de toneladas para 12 milhões de toneladas em 2024, +26,31%). Na última sexta-feira, a Codesp concluiu uma série de reuniões com empresários e representantes da comunidade portuária sobre as propostas para o PDZ.

Fonte: A Tribuna


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