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Postado em 16 de maio de 2018 | 18:42

Movimentação de carga no Aeroporto sobe 24%

Ainda sem contar com os primeiros voos do hub da Air France/KLM-Gol, a movimentação de cargas no Aeroporto Internacional Pinto Martins, ou Fortaleza Airport, manteve média de crescimento acima de 20% nos quatro primeiros meses do ano. De acordo com o boletim de tráfego dos aeroportos administrados pela Fraport no mundo, o transporte de cargas cresceu 24% no primeiro quadrimestre de 2018 frente a igual período de 2017.

Segundo o relatório, foram 13,7 mil toneladas (t) transportadas via Aeroporto nos primeiros quatro meses do ano ante 11 mil t (cargas e correio) em igual intervalo do ano passado, segundo dados da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), então administradora do terminal fortalezense. Somente no mês de abril, o avanço chegou a 21,1%, passando de 2,9 mil t a 3,5 mil t.

De acordo com a Fraport, os produtos exportados pelo Aeroporto de Fortaleza incluem frutas, calçados, couros e pescados. Os principais destinos são Estados Unidos, China, Portugal, Holanda, México e Alemanha. Já com relação aos itens importados, a Fraport destaca peças, equipamentos, medicamentos e insumos, tendo como principais países emissores Estados Unidos, Portugal, França, Argentina, Chile e China.

Maior capacidade

Com o início das operações do hub para a Europa, no último dia 4, o Ceará passou a ter um acréscimo da capacidade semanal de exportação pelo modal aéreo. Com a expectativa de chegar à capacidade de pelo menos 20 toneladas por voo (como em São Paulo e Rio de Janeiro), o início da operação de quatro voos semanais neste mês, mais um em julho e outro em outubro deve elevar a capacidade para 120 t semanais. “O aumento da malha de voos internacionais diretos e com conexões, ampliará as possibilidades das cargas chegarem em diferentes destinos”, destaca a Fraport.

“As novas operações possibilitam maior conectividade com outros países e também com diferentes cidades do Brasil”, acrescenta.

De acordo com a gerente do Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Ceará (CIN/Fiec), Ana Karina Frota, a exportação via modal aéreo corresponde, atualmente, de 1,5% a 2% do volume exportado pelo Ceará. “A expectativa é de pelo menos dobrar essa participação já no início das operações. Há uma projeção muito positiva para que se tenha um aumento expressivo”, aponta.

Demanda reprimida

Ela explica ainda que há um grande movimento para que sejam retomadas as exportações de ores e plantas ornamentais pelo Estado, assim como para frutas, calçados, pescados e, dentro desse segmento, peixes ornamentais. “Nesse setor há muita demanda reprimida, que não é atendida por não haver esse espaço. Mas é importante lembrar que esses voos não são exclusivamente cargueiros”, pondera, Competitividade Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico Cesar Ribeiro, o aumento da movimentação de cargas via modal aéreo tem relação com uma série de fatores, mas está ligada principalmente à ambiência de competitividade gerada pelo Estado.

“Com uma operação extremamente eficiente do aeroporto e um hub que vai trazer mais competitividade, aumenta consideravelmente a oferta de frete aéreo”, aponta. Ele relembra o encontro realizado no m de março entre produtores e a diretora de Cargas da companhia aérea Air France/KLM, Renata Branco, intermediado pela pasta. “Já tivemos retorno que muitas empresas já estão começando ou voltando a exportar via modal aéreo, como o segmento de ores e plantas ornamentais com destino à Holanda. Estaremos disponíveis caso percebamos algum gargalo”, assegura Ribeiro.

Fonte: Diário do Nordeste

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