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Postado em 13 de setembro de 2017 | 18:37

Indústria da cachaça busca reconhecimento

O mercado da cachaça movimenta cerca de R$ 7 bilhões em faturamento no Brasil. Nesta quarta-feira (13), Dia da Cachaça, o setor brinda o bom desempenho dos negócios, enquanto avalia os desafios à expansão do produto. O maior deles talvez seja ganhar reconhecimento no exterior, onde a aguardente ainda é confundida com outros destilados, como a tequila mexicana.

Pernambuco ocupa o terceiro lugar no ranking nacional de exportação da cachaça, atrás de São Paulo e Paraná. Este ano, o Estado já exportou 708 mil litros dos 4,7 milhões de litros que o Brasil enviou ao exterior de janeiro a julho. Muito desse volume se deve a atuação de uma empresa, a Pitú – maior exportadora do País. A engarrafadora exporta 2,1 % de sua produção total de 95 milhões de litros/ano.

“O maior obstáculo é realmente a falta de conhecimento do produto. O que se conhece lá fora é a caipirinha”, comentou a diretora de produtos e relações internacionais da Pitú, Vitória Cavalcanti. Se o mercado externo é um desafio aos grandes produtores, os pequenos enfrentam barreiras ainda maiores. A Sanhaçu, cachaça orgânica produzida em Chã Grande, no Agreste do Estado, começou a exportar recentemente para a Áustria. “Mandamos 120 litros na primeira exportação. Nosso objetivo é conseguir enviar ao exterior 20 mil litros, mas é preciso mais divulgação do produto brasileiro. A cachaça deveria ser o destilado nacional, porém foi rotulada como uma bebida inferior”, apontou o empresário.

Gerente da Federação da Indústria de Pernambuco, Maurício Laranjeiras diz que faltam investimentos na promoção do produto. “Havia um projeto para fechar um contêiner com produtos pernambucanos e enviar via Suape, mas isso ficou somente no papel”, revelou. É que o acesso aos mercados internacionais não é fácil, segundo a diretora executiva da Associação Pernambucana dos rodutores de Aguardente de Cana e Rapadura – Apar, Margareth Rezende. “Temos que vencer barreiras alfandegárias, tributárias (o imposto para bebidas é alto) e sanitárias. A nossa meta hoje é fazer com que os países reconheçam a cachaça como um produto genuinamente brasileiro (algo que já foi conseguido nos EUA e na Colômbia), o que reduz a pirataria”.

Além desses países, o processo de reconhecimento da autenticidade da cachaça brasileira está em curso com o México. Os países da União Europeia são o próximo alvo, diz o diretor do Instituto Brasileiro da Cachaça – Ibrac, Carlos Lima. “Espera-se que o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Comunidade Europeia abra um caminho para o reconhecimento mútuo de produtos tradicionais dos países envolvidos, incluindo a nossa aguardente”, avaliou.

Fonte: Folha de Pernambuco

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