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Postado em 6 de fevereiro de 2019 | 18:16

Estudo da Esalq-USP com ANTT coleta sugestões para revisar tabela com preços mínimos de fretes

A Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP) faz um estudo em parceria com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para revisar a tabela com preços mínimos de fretes. Com o levantamento, será desenvolvida uma metodologia que vai servir de base para monitorar e atualizar os dados para a implementação da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. As primeiras reuniões para ouvir sugestões de representantes do setor acontecem entre 4 e 6 de fevereiro em Piracicaba (SP).

O contrato para este estudo foi firmado em dezembro de 2018 entre a ANTT e o Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial (Esalq-LOG) da Universidade de São Paulo (USP). De acordo com o coordenador geral do departamento, José Vicente Caixeta Filho, o projeto surgiu após o grupo acompanhar a greve dos caminhoneiros, em maio do ano passado.

Como explica o pesquisador, uma das reivindicações era a criação de uma tabela com valores mínimos de frete, que com a crise, foi divulgada “em caráter de urgência” pela ANTT para resolver a situação e que gerou muita contestação dos dois lados: tanto dos transportadores como dos donos de carga.

“E daí nós nos manifestamos e a ANTT acabou nos contratando para dar um apoio na revisão dessas tabelas de fretes nos próximos dois anos. Nós começamos em janeiro, tentando mostrar a possibilidade de se incluir mais categorias de carga, um método mais refinado para estimar esses valores de frete”, explica.

Uma das etapas mais importantes são as reuniões para ouvir os diversos setores da logística no país, e a partir disso, o grupo conseguir elaborar um mapeamento da realidade do frete rodoviário no Brasil.

Equilíbrio entre oferta e demanda
O pesquisador explica que, por um bom tempo, o valor do frete pago ao caminhoneiro era considerado “relativamente achatado”, o que talvez pudesse remunerar os custos diretos dos motoristas, mas custos fixos, como manutenção do veículo, não estavam sendo cobertos.

“E daí, culpa dos dois lados, de quem paga pouco e quem topa receber pouco. Então se eu não tenho uma renda adequada, eu vou me sujeitar a esse tipo de valor que venha a ser pago pela minha prestação de serviço, uma vez que não há outros postos de trabalho disponíveis.”

Além de ouvir a opinião dos diversos setores, os participantes respondem a questionários durante as reuniões, que vão ficar como uma base de dados para o estudo. O grupo de pesquisa também faz visitas para encontrar representantes dos setores em outros estados do Brasil, parte dessa apuração de dados.

A previsão é que a assessoria da Esalq dure dois anos, avaliando os impactos no tabelamento dos valores mínimos de fretes no transporte rodoviário de cargas. A equipe é formada, inicialmente, por um grupo de 20 pessoas, podendo aumentar em até 60 pesquisadores nas etapas de coleta de dados em campo, por exemplo.

Com o estudo, o projeto já prevê três revisões da tabela de fretes, começando em julho deste ano, e na sequência, em janeiro e julho de 2020. No final de 2020, a ideia é que o grupo desenvolva uma metodologia que sirva de base para que a agência faça os reajustes da tabela de fretes.

“Uma ideia que se cogita é desenvolver um aplicativo para celular que possa coletar os dados que vão atualizar esses valores de fretes, e que vai ser gerenciado diretamente pela ANTT”, explica o pesquisador.

Reuniões
Nessa primeira etapa do estudo, o grupo de pesquisa vai ouvir representantes dos diversos segmentos envolvidos em cadeias logísticas do Brasil, desde empresas e cooperativas até transportadores autônomos, durante as reuniões que acontecem em Piracicaba.

A expectativa é que participantes de todo o país apontem sugestões e as informações sobre a realidade e necessidade de cada setor.

Fonte: G1

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