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Postado em 17 de setembro de 2018 | 18:50

Docas quer fornecer energia elétrica para navios atracados no Porto

Garantir o fornecimento de energia elétrica para embarcações atracadas no Porto de Santos é um dos planos da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária) para evitar emissões de poluentes no complexo marítimo. Uma das hipóteses, segundo o superintendente de Meio Ambiente e Segurança do Trabalho da Codesp, Ivan Doutor, é a instalação de um parque eólico na área da Usina Hidrelétrica de Itatinga, que fica em Bertioga, e pertence à empresa.

Em momentos de pico, o fornecimento de energia da usina chega a 95% do Porto. Na Margem Direita (Santos), o restante é fornecido pela CPFL, por meio de um sistema de compensação. As redes das duas empresas estão interligadas – quando um sistema cai, o outro entra em operação automaticamente. Na Margem Esquerda (Guarujá e Área Continental de Santos), as redes são segregadas e os terminais usam energia tanto de Itatinga quanto das concessionárias Elektro e CPFL.

“Nós temos planos de fornecer energia para os navios. Mas, para isso, é preciso aumentar a capacidade de produção da Usina de Itatinga, que, em média, fornece 75% da energia utilizada no Porto. Isso pode ser feito através de parcerias ou com a instalação de torres”, explica Doutor. Segundo o superintendente, a questão, que ainda está em fase inicial de estudos, é uma das metas da Autoridade Portuária.

No entanto, enquanto ela não se torna realidade, a Docas concentra esforços em evitar a poluição marítima e atmosférica na região. “O Porto de Santos cumpre as normativas relacionadas à geração de resíduos sólidos de embarcações. Eles são coletados e destinados ao Sítio das Neves (aterro sanitário que fica na Área Continental de Santos)”, comenta o executivo.

Em relação à poluição atmosférica, a Codesp afirma que segue as normas da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). E acompanha a qualidade do ar na região portuária através de medidor instalado na Ponta da Praia.

Já a operação portuária é fiscalizada pela estatal e pela companhia ambiental, responsável pelo licenciamento das instalações do cais santista. Em casos de poluição excessiva, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) autua as empresas infratoras. Mas Doutor adverte que há uma tolerância na emissão de partículas, de acordo com a carga que é movimentada pelos terminais.

“Toda atividade gera, logicamente, impacto no meio ambiente, mas todo o processo é controlado e inspecionado”, afirma. Ivan Doutor também destaca que o Brasil é signatário de um tratado que envolve 35 países e obriga todos a seguir as normas de troca e despejo de água de lastro. Nesse caso, a fiscalização fica a cargo da Marinha do Brasil.

Fonte: A Tribuna

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