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Postado em 11 de julho de 2019 | 18:02

Companhia Docas do Estado de São Paulo e entidades debatem ligação seca

Projetos para a ligação seca entre as duas margens do Porto de Santos foram tema de debates entre diretores de associações empresariais do setor e técnicos da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp, a Autoridade Portuária). Eles discutiram os impactos da construção de uma ponte e de um túnel submerso no complexo marítimo. O temor é de que o primeiro empreendimento, defendido pelo Estado, inviabilize os atuais planos de expansão do cais santista.

Atualmente, a Ecovias, concessionária que administra o Sistema Anchieta Imigrantes (SAI), trabalha para a obtenção do licenciamento ambiental de uma ponte que terá cerca de 7,5 quilômetros de extensão. Segundo o projeto, o início será na entrada de Santos, no km 64 da Via Anchieta, e o término, próximo ao acesso à Ilha Barnabé, na Área Continental de Santos, a cerca de 500 metros da praça de pedágio de Guarujá, no km 250 da Rodovia Cônego Domênico Rangoni.

O vão principal da ponte terá altura de 85 metros e 325 metros de largura entre os pilares. Porém, a Docas afirma que a estrutura poderá inviabilizar a expansão do Porto. A companhia ainda aponta que o projeto interfere na bacia de evolução e defende a construção de um túnel ligando as duas margens do complexo.

Para o delegado regional da Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP), Eliezer Giroux, é necessário debater todas as alternativas e seus impactos. “Entendemos que, do jeito que está vindo, de forma muito rápida e urgente, não é o melhor caminho. Isso a gente tem convicção e entende que é preciso discutir com mais calma, envolver técnicos, pessoas que têm conhecimento nacional e internacional para a gente poder apoiar o melhor projeto para o Porto”.

Para o presidente do Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp), João Almeida, os projetos da ponte e do túnel trazem preocupações. “A Codesp diz que o túnel seria construído a 21 metros. O canal um dia vai chegar a 17 metros. Será que é suficiente essa diferença de quatro metros para isso não travar o desenvolvimento do porto? Ainda precisamos de informações e a Codesp ficou de dar dados a respeito”.

A mesma opinião tem o diretor de Portos da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Santos (AEAS), Eduardo Lustoza, que demonstrou preocupação com relação ao calado aéreo da ponte. A entidade questionou o comando da Base Aérea de Santos sobre os riscos que o empreendimento pode trazer.

“Provocamos também a Petrobras, para que ela se manifeste oficialmente sobre a altura das plataformas de petróleo na Bacia de Santos e como eles enxergam o futuro das plataformas. Nós, no Porto de Santos, temos a intenção de trazê-las para manutenção aqui”, afirmou Eduardo Lustoza.

Fonte: A Tribuna


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