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Postado em 18 de novembro de 2019 | 19:05

Codesp prepara repavimentação de vias do cais santista

Os buracos e desníveis das vias do Porto de Santos, que oferecem riscos e causam prejuízos a motoristas que trafegam por elas, estão com os dias contados. A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), estatal que administra o cais santista, prepara a contratação de uma empresa para a pavimentação asfáltica dessas pistas. Os reparos devem ser iniciados após a assinatura do contrato, prevista para os próximos dias.

O aval para a contratação do serviço foi dado durante reunião do Conselho de Administração (Consad) da Autoridade Portuária. A necessidade de aprovação para a assinatura do contrato se deve ao valor do serviço – R$ 16,5 milhões. A Tersan Construções, escolhida através de um pregão eletrônico para pavimentar as vias, terá 18 meses para os reparos.

Segundo a Codesp, 12 empresas participaram do pregão eletrônico. O resultado representou uma economia de mais de R$ 500 mil em relação ao valor estimado para a obra – R$ 17,1 milhões.

De acordo com a Docas, além das vias internas das duas margens do Porto, avenidas como a Engenheiro Augusto Barata, que vai do Valongo até a Alemoa, também serão contempladas pela obra. O mesmo acontecerá com a Mário Covas Júnior, que vai do Macuco até a Ponta da Praia. Mas, neste caso, ainda é necessária a finalização de um convênio com a Prefeitura de Santos, pois esta é uma via urbana.

Perigo

Nestas pistas, desviar de buracos e desníveis faz parte da rotina perigosa de milhares de motoristas diariamente. Os motociclistas ainda enfrentam o risco de quedas, o que aumenta em dias de chuva e com o despejo de cargas na pista.
O empresário Roberto Andreazza conhece de perto esses problemas. Ele é proprietário de uma borracharia com unidades nas duas margens do Porto.

“Aqui, passamos 24 horas arrumando pneus desses pobres coitados. E não são só os buracos. Tem sujeira, entulho e muitos acidentes”, afirmou o empresário, destacando que os reparos são feitos tanto em veículos de passeio, como em caminhões.

Andreazza explica, ainda, que os desníveis entre o asfalto e os trilhos dos trens causam avarias que inutilizam pneus. “Tenho um amigo que capotou e perdeu um carro na Mário Covas. Com ele ficou tudo bem, mas o dano material foi terrível. É um descaso”.

Fonte: A Tribuna


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