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Postado em 2 de julho de 2019 | 18:04

Codesp planeja movimentação de celulose em área na Ponta da Praia

A área de 180 mil metros quadrados ocupada pelo Grupo Libra entre os bairros Macuco e Ponta da Praia, no Porto de Santos, está disponível para um contrato de transição, segundo o diretor-presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a autoridade portuária, Casemiro Tércio Carvalho. O executivo garantiu que o espaço será utilizado para operação celulose.

Desde o dia 28 abril, quando a deixou de embarcar e desembarcar cargas, o Grupo Libra tem atuado só com armazenagem alfandegada. A intenção era devolver o espaço à Codesp, mas o terminal foi impedido por uma decisão da Justiça, que considerou a conduta incompatível com o processo de recuperação judicial. O arrendamento da gleba será encerrado em maio do ano que vem.

Enquanto isso, o presidente da Codesp informou que a área já foi visitada por profissionais da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), do Programa de Parceria de Investimento (PPI) e do Ministério da Infraestrutura.

De acordo com Carvalho, com base nos dados captados, serão feitos estudos sobre a área para que seja viabilizado um novo arrendamento. A expectativa é que o trabalho esteja concluído até o final deste ano.

O diretor-presidente da autoridade portuária, no entanto, conta que um contrato de transição pode ser firmado antes de um futuro leilão. “O que conseguirmos de contrato de transição para gerar empregos de imediato, vamos assinar”.

Entretanto ele faz uma ressalva: “O contrato de transição é possível, mas não depende só da autoridade portuária, como também das trades de celulose e da Agência Nacional de Transportes Aquaviários [Antaq]. A meta é ter esse contrato assinado no segundo semestre”.

Interessadas

Carvalho informou, inclusive, que já há empresas interessadas na área. Segundo o executivo, o interesse surge “principalmente se você diz que vai ter um cluster [área de operação do mesmo produto] dedicado para celulose, e que não vai mais precisar ficar disputando espaços”.

Ele explica que hoje, por exemplo, há empresas em Outeirinhos que precisam sair da área para operar no Saboó. “É uma calamidade”.

O diretor-presidente ressalta, ainda, que a grande vantagem de concentrar o produto no mesmo cluster, “é que você pode carregar no mesmo navio a celulose de empresas diferentes. Se você separa tudo [áreas diferentes], perde o sentido”.

Histórico

O último navio a atracar na Libra Terminais foi o Cosco Shipping Volga, em 28 de abril. Ele marcou o encerramento das operações de desembarque de cargas na unidade, após 24 anos. No local, desde então, a empresa tem atuado com armazenagem alfandegada.

Por determinação da Justiça, a Libra não foi autorizada entregar a área à Codesp, pois está em processo de recuperação judicial. O pedido foi feito em julho de 2018.

A ação implica o cumprimento do contrato de arrendamento, vigente até maio de 2020, ou até a autoridade portuária concordar com a devolução do terminal, que deve ocorrer quando surgirem interessadas em arrendar a instalação.

De acordo com o contrato de arrendamento, a empresa deve movimentar ao menos 400 mil unidades de contêineres ao ano.

Fonte: A Tribuna


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