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Postado em 2 de setembro de 2020 | 18:56

‘Vamos investir US$ 2 bi em projetos de baixo carbono’, diz diretor da Vale

Maior produtora de níquel do mundo, a Vale quer ampliar sua capacidade de produção, diz  Mark Travers, diretor de Metais Básicos da companhia. O objetivo é  atender ao crescimento da demanda pelas baterias para carros elétricos em todo o mundo, o que já gera uma corrida pelo níquel.

A Vale tem operações de níquel no Brasil, Indonésia, Nova Caledônia e Canadá.

No segundo trimestre, a Vale produziu 59,4 mil toneladas de níquel. Vocês pretendem aumentar a produção?Nossa capacidade de produção atual por ano é de aproximadamente 200 mil toneladas. À medida que desenvolvemos projetos e eliminamos gargalos, expandiremos nossa capacidade de produção para atender às necessidades do mercado de níquel, especialmente para baterias de veículos elétricos.

De que forma a Vale pretende participar do mercado de baterias para carros elétricos?O elemento-chave é parceria. O mercado de baterias está evoluindo rapidamente. Essa evolução oferece uma ampla variedade de oportunidades a serem consideradas pela Vale. Isso inclui parcerias estratégicas, potenciais mudanças em nosso portfólio de produtos e cooperação com instituições e especialistas em desenvolvimento de baterias. Também há opções de parceria com governos e organizações regionais para levar soluções e oportunidades de energia limpa às comunidades locais.

Há diferenças no níquel produzido pela Vale?Temos a produção de níquel Classe 1, que representa cerca de 40% do fornecimento global. O níquel Classe 1 é considerado o melhor material para a produção de baterias, já que tem significativamente menos impurezas. A produção da Vale de níquel Classe 1 representa aproximadamente 60% da produção total.

Por que participar do mercado de baterias é importante?A Vale produz um portfólio de produtos, como níquel, cobalto e cobre, que pode contribuir para iniciativas de energia limpa, incluindo produção de baterias para veículos elétricos, infraestrutura de armazenamento de energia e renováveis. Nosso interesse no mercado de baterias também está relacionado à agenda global de mudanças climáticas. Queremos ser neutros em carbono até 2050. Para isso, vamos investir pelo menos US$ 2 bilhões em projetos e iniciativas de baixo carbono nos próximos anos.

 

 

Fonte: O Globo


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