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Postado em 15 de fevereiro de 2024 | 18:59

Norcoast inicia transporte de cargas pela costa brasileira e aposta em serviço de porta-a-porta

Com navios de 3,5 mil TEUs de capacidade, operação começou no dia 7 de fevereiro no Porto de Santos e terá rotação semanal, navegando para Paranaguá, Suape, Pecém e Manaus.

A Norcoast, joint venture fundada pela Hapag-Lloyd e Norsul para atuar no setor de navegação costeira no Brasil, iniciou nesta quarta-feira (7) operação de transporte de contêineres no Porto de Santos. A companhia aposta em um serviço de porta-a-porta, ou seja, buscando e entregando a carga até a porta do cliente.

De acordo com a Norcost, os navios contam com janelas de embarque e desembarque nos mesmos dias e horários, “possibilitando um planejamento mais adequado, aumentando a eficiência logística e trazendo como vantagem a regularidade de capacidade com similaridade”.

Com capacidade de 3.5 mil TEUs (medida equivalente a 20 pés, usada para mensurar a capacidade de contêineres), os navios terão rotação semanal, navegando de Santos para Paranaguá, Suape, Pecém e Manaus, retornando novamente a esses mesmos portos, completando uma jornada de cerca de 13 dias de duração. Todos os navios possuem bandeira e tripulação 100% brasileira.

Por meio de uma plataforma digital, é possível acompanhar todas as etapas da movimentação da carga, não somente do trecho marítimo, mas durante o trajeto completo.

ADAPTAÇÃO À MULTIMODALIDADE

Lançada ao mercado em outubro do ano passado, a Norcoast traz uma nova opção para o transporte marítimo em contêineres ao longo da costa brasileira e da bacia amazônica, atendendo os principais portos e regiões metropolitanas do país. Segundo a companhia, há 20 anos esse setor não tem novo entrante neste mercado.

Em entrevista exclusiva recente à MundoLogística, o CEO da Norcoast, Gustavo Paschoa, destacou que o mercado de cabotagem no país possui uma grande demanda reprimida. “Nos últimos 15 anos houve um crescimento médio aproximado desse modal da ordem de 10% ao ano, totalmente descolado do PIB e da indústria”, disse.

Segundo Paschoa, a adaptação à multimodalidade não é apenas uma tendencia, mas uma necessidade do cenário logístico global. “Quando falamos sobre o crescimento do transporte de contêineres na cabotagem, atrelados aos serviços porta-a-porta, estamos observando uma resposta direta às exigências atuais do mercado e às transformações nas cadeias de suprimentos.”

 

 

 

Fonte: Mundo Logística


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