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Postado em 12 de agosto de 2020 | 17:17

Movimentação de contêineres cai de 20% no trimestre

A desaceleração da atividade industrial e do consumo no mercado doméstico, reflexo da pandemia da Covid-19, provocou um efeito negativo na cadeia logística em geral – inclusive na portuária, com a queda nas importações e no transporte de cabotagem no Brasil – e impactou negativamente o desempenho operacional das unidades de negócios da Santos Brasil no segundo trimestre deste ano.

O volume total de movimentação de cais da companhia em seus três terminais – Santos (SP), Imbituba (SC) e Vila do Conde (PA) – caiu 19,8% no trimestre em relação ao mesmo período de 2019, totalizando 256.725 contêineres.

O Tecon Santos movimentou 220.362 contêineres no trimestre, queda de 22,0% em relação ao ano passado. Tal desempenho se explica pela maior exposição do terminal às importações e ao transporte de cabotagem em detrimento das operações de embarque de exportação, mais resilientes à crise. A queda da movimentação de contêineres do Porto de Santos alcançou 3,6% no mesmo período, sustentada pelas exportações de commodities. O market share do Tecon Santos no porto foi de 33,4% no trimestre.

O Tecon Vila do Conde apresentou queda mais moderada, de 6,2% no 2T20, totalizando 25.574 contêineres movimentados. O terminal foi beneficiado pelas exportações de commodities.

Já a movimentação de contêineres no Tecon Imbituba foi 4,6% maior em relação ao mesmo trimestre do ano passado, somando 10.789 contêineres no 2T20.
O volume de contêineres armazenados na Santos Brasil Logística foi 30,5% menor em 2020, sendo a principal causa a retração no volume de contêineres importados no Porto de Santos, devido aos impactos da Covid-19. A indústria automotiva foi a que apresentou a maior retração em volume de importação, consequência das paradas nas linhas de produção e o derivado impacto nos estoques de peças e componentes.

O TEV movimentou 14.092 veículos neste trimestre, volume 73,6% menor em relação ao de 2019. As exportações de veículos, que já vinham apresentando um desempenho negativo devido ao fraco mercado argentino, apresentaram queda de 69,1% ano-contra-ano. As importações de veículos foram 94,6% menores neste ano, com influência também da acentuada desvalorização cambial.

A companhia apurou prejuízo líquido de R?9,4 milhões, comparado ao lucro líquido de R?6,3 milhões em 2019. A receita líquida consolidada somou R?224,8 milhões, queda de 15,1% frente ao mesmo período do ano passado. Além da retração nos volumes, a comparação entre as receitas ficou prejudicada, uma vez que a partir de agosto de 2019 a Santos Port Authority passou a cobrar diretamente do armador a TUP (tarifa portuária) antes faturada contra os terminais portuários. Ajustando-se essas rubricas, a queda apontada teria sido de 11%.

 

 

 

Fonte: Mundo logística


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