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Postado em 29 de julho de 2020 | 18:04

Companhia aérea mais antiga do mundo abandonará o Boeing 747 para sempre

A centenária KLM, companhia aérea mais antiga do mundo, anunciou que vai se despedir pra valer de sua antiga frota de Boeing 747 de passageiros no final de outubro de 2020, colocando fim a uma história de 49 anos, desde que os primeiros 747-200 chegaram, lá em 1971.

Na verdade, a KLM esperava mesmo era aposentá-los em 2021, quando a majestade dos ares completaria 50 anos na frota, mas esse plano foi antecipado por conta da crise trazida pelo coronavírus e a urgência de se desfazer de aeronaves menos econômicas.

A volta dos que não foram

Em abril passado, no começo da pandemia, a empresa holandesa já havia anunciado a retirada de operação do 747 e não esperava vê-los voando novamente. Mas, em uma inesperada reviravolta do destino, a “Rainha dos Céus” foi chamada de volta, apenas duas semanas depois do anúncio, para ser colocada na ponte aérea entre Holanda e China, carregando equipamentos médicos e suprimentos.

No total, foram empregados três 747-400 Combi (combinados de passageiros e carga), nas missões para a China. No entanto, embora tivesse assentos em seu interior, eles nunca mais levaram pessoas, mas cargas amarradas no deck principal.

Um pouco mais adiante, em junho, a empresa anunciou que havia fechado um contrato com a também holandesa Philips para transportar insumos para suas linhas de produção, o que acabou por dar uma sobrevida ao lendário 747 Combi. Mas isso não duraria um longo tempo, haja visto que os aviões de passageiros começaram a voltar e a quantidade de voos para a China diminuiu, reduzindo a necessidade de empregar o 747 de passageiros em missões cargueiras.

Até que, na semana passada, veio a decisão final por desativar em definitivo o Boeing 747 no final de outubro, em data ainda a ser confirmada.

Mas engana-se quem pensa que a retirada de operação passará desapercebida. Muito pelo contrário, a KLM promete uma grande celebração de adeus ao icônico quadrimotor.

Nota: vale salientar que o braço puramente cargueiro da empresa holandesa (KLM Cargo / Martinair) continuará usando seus 747 para transporte de mercadorias e equipamentos, mas foi na versão de passageiros que ele fez grande história na KLM.

 

 

Fonte: Aeroin

 


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